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ENTREVISTA

SOBRE O PROJECTO HBS

Estratégia de expansão e consolidação

"Queremos assegurar-nos que não damos passos em falso"

 

A estratégia de expansão e consolidação do Projecto HBS passa pela renovação dos sistemas informáticos de gestão hoteleira dos nossos actuais Clientes.

 

A Hospitality Business Solutions, Lda. (HBS) prepara-se para alcançar em 2005 um número record de instalações de sistemas informáticos de gestão hoteleira. O objectivo é garantir a continuidade do negócio com todos os clientes, e substituir os actuais sistemas descontinuados, com principal destaque para o Sistema de Front-Office “LANmark”.

 

1. Porquê a decisão de criar a HBS?

 

Posso dizer que, foi uma questão de responsabilidade para com os nossos actuais clientes. Nunca passou pela cabeça dos sócios da HBS vir a constituir a sua própria empresa. Sim, é difícil não falar no passado e hoje a HBS é a continuação de uma cultura e maneira de estar no mercado iniciada em 1984 pelo Eng Encarnação Coelho. Como sabem a equipa da HBS, actualmente constituída por 11 pessoas, todas passaram pela ex-digiHotel. Em 2000 com a morte do Eng Encarnação Coelho o projecto digiHotel entrou em rotura, até que o seu principal accionista (o Grupo Pestana) decide em Janeiro de 2003 vender a digiHotel à CaseEdinfor. Chegámos a pensar que a entrada numa empresa do grupo EDP impulsionasse a empresa, mas em vez disso não só foi a estagnação, como o retrocesso. Encontramos uma resistência enorme para este modelo de mercado, até que no final de 2003 o “Núcleo Duro” da empresa face ao rumo que as coisas levavam, perdendo 7 clientes em menos de um ano, decide continuar o caminho percorrido ao longo de 15 anos em que trabalhámos juntos, e em Março de 2004 nasce a HBS.

 

2. Conseguiram cumprir os objectivos em 2004?

 

Os objectivos para 2004 não eram modestos, mas mesmo assim foram alcançados e até ultrapassaram as expectativas iniciais. Tinhamos que promover a HBS e fidelizar os clientes a continuar connosco neste novo projecto. Nos primeiros meses foi difícil, mas após a HBS estabelecer parcerias com a SULCUS e GUBSE tornou-se evidente as mais valias. Ficámos com a representação em exclusivo para os produtos LANmark, SQUiRREL e Check. A GUBSE decidiu também confiar-nos o seu produto de Front-Office, “SIHOT”, no qual apostamos para os grandes grupos hoteleiros. Em suma, o principal objectivo para 2004 era fidelizar os clientes ao novo projecto e a HBS conseguiu isso quase a 100%.

 

3. Quais os principais objectivos traçados para 2005?

 

Queremos manter a confiança dos nossos clientes e reforçar a maturidade dos seus sistemas informáticos de gestão hoteleira. Na sua grande maioria os nossos clientes possuem ainda o programa de Front-Office LANmark que já foi descontinuado à cerca de 5 anos. Embora tenham aderido ao nosso projecto em 2004, atendendo a que os produtos que possuem estão descontinuados e precisam ser substituídos, obriga a HBS a estar muito atenta em termos comerciais, porque na altura da troca o cliente acaba sempre por pedir uma proposta à nossa concorrência. Este ano queremos trocar 90% dos programas de Front-Office LANmark instalados nos nossos clientes e consolidar a confiança que em 2004 depositaram em nós. Das 19 adjudicações que já foram consolidadas, destacamos o Grupo Tivoli com 12 unidades hoteleiras, cujo projecto iniciará agora em Abril e terminará em Março de 2006. Ao nível financeiro queremos este ano atingir um volume de facturação de cerca de um milhão de euros.

 

4. Que expressão já tem o vosso negócio a nível nacional?

 

O modelo de negócio da HBS assenta fundamentalmente na capacidade de fazer chegar as nossas soluções, serviços e produtos a qualquer sítio do país. Em termos de negócio para a  industria hoteleira, já temos implementações a nível nacional, desde zonas remotas, como Monfortinho, até ao Algarve, Lisboa, Porto e Coimbra. A pesar da centralização da nossa gestão estar sediada em Lisboa já possuímos principalmente ao nível do suporte dois parceiros estrategicamente colocados no Algarve e no Porto, que nos ajudam na assistência técnica.

 

5. Quantos clientes possuem actualmente?

 

Temos cerca de 60 clientes. Este ano queremos trabalhar essencialmente para eles, porque queremos modernizar as suas infra-estruturas informáticas de gestão hoteleira, nomeadamente com a substituição do programa de Front-Office “LANmark”.

 

6. Neste momento, qual é a área que representa a maior fatia de negócio dentro da HBS?

 

Cerca de 40% do nosso negócio vem dos contratos de manutenção e este valor irá manter-se mais ou menos constante. A área de produtos informáticos de gestão hoteleira, para nós é estratégica porque é daí que deriva todo o portofólio de serviços, e dos quais destacamos o mais nobre, a assistência 7 x 24 horas.

 

7. Uma escola necessita efectuar um grande investimento para poder adquirir à vossa solução?

 

O grande número de escolas e núcleos de formação hoteleira existentes em Portugal, podem projectar a HBS para o mercado. Não temos ainda nenhum projecto piloto nesta área, mas fomos recentemente consultados pelo INFTUR para um projecto de informatização à escala nacional. Para o sector da educação a HBS oferece todo o software de gestão hoteleira, que passa pelo Front-Office, Food & Beverage e Point of Sales. Em termos de investimento para uma escola poder ter a nossa solução, terá que considerar apenas os serviços de implementação e o hardware.

 

8. Quais os vossos principais Parceiros?

 

Nós contamos com excelentes parceiros para fornecermos as melhores soluções. Procuramos parceiros de confiança e com agilidade para acrescentar valor aos nossos projectos e produtos. Para a industria hoteleira e turismo contamos com a parceria da GUBSE (Alemanha) e SULCUS (Espanha). Em matéria de hardware e sistemas destacamos a DELL e Microsoft.

 

9. Que produtos irão constar do vosso portofolio no mercado nacional?

 

Temos os produtos de gestão hoteleira, dos quais destacamos o SIHOT.PMS (Front-Office) da GUBSE (Alemanha), o CHECK (Food & Beverage) e a SQUiRREL (Pontos de Venda) da SULCUS (Espanha). Neste momento temos também o NET.HOTEL, a verdadeira solução para ter internet de banda larga nos quartos e zonas públicas do Hotel, e com a qual acabámos de equipar o Hotel Alfageme em Santarém. Esta é uma das soluções HBS que nasce a partir do diálogo com os nossos clientes e da insatisfação demonstrada com o que o mercado das telecomunicações está a oferecer.  Temos bons produtos, mas a nossa mais valia nunca passou apenas pelos produtos. O importante é não impingir nada ao cliente, oferecendo só soluções em que acreditamos.

 

10. Em que assenta a vossa estratégia de expansão?

 

A forma de expansão que iremos adoptar assenta na consolidação da HBS no mercado nacional. Não temos como objectivo primordial a abertura de novas delegações ou a internacionalização, até porque a empresa quer assegurar-se que não dá passos em falso. Queremos prosseguir na concretização da modernização dos actuais sistemas informáticos dos nossos clientes e elevar a qualidade tornando-os não só mais ágeis na criação de valor, mas também mais competitivos nas áreas de negócio em que estão inseridos. Numa perspectiva ainda de consolidação do nome HBS, iremos patrocinar este ano os Concursos de Saltos Internacionais e Nacionais do Vimeiro. Trata-se de uma aposta clara num ambiente que se pretende informal, e onde a presença dos 4 responsáveis da HBS pretende levar vários convidados, entre os quais, clientes, parceiros e colaboradores da empresa, entre outros. No entanto, a melhor forma de ficar a conhecer a HBS é dar-nos o prazer da sua presença visitando as nossas instalações.

 

11. A vossa estratégia de internacionalização contempla que países?

 

Moçambique, Angola e São Tomé e Príncipe são prioritários para nós. Temos experiência neste tipo de mercado onde existem imensas oportunidades. Trabalhar internacionalmente nesta área tem a desvantagem de não estarmos presentes nos países, mas a grande vantagem de as pessoas serem muito mais abertas a qualquer negociação. Conseguimos mais facilmente chegar a um director geral de um hotel ou grupo a operar nestes países do que a um hotel em Portugal. Temos vindo a desenvolver cada vez mais as nossas ferramentas de assistência remota, dando-lhe agora, por exemplo, uma interface Web. O novo sistema de gestão hoteleira que agora representamos vai também ao encontro dos requisitos dos mercados estrangeiros. Queremos construir mercado no próximo ano e tornar alguns negócios efectivos.

 

12. Qual é a estrutura por trás dos serviços de assistência técnica?

 

A assistência técnica está centralizada em Lisboa, mas actualmente temos dois parceiros estratégicos, um no Algarve e outro no Porto que muito contribuem para a rápida resposta aos pedidos de assistência dos nossos clientes. Toda a política de apoio, passa pela definição dos serviços a adoptar, por forma a garantir um serviço de manutenção eficiente, quer do ponto de vista do cliente, quer do ponto de vista da organização. A HBS presta vários serviços de manutenção e assistência técnica para assim dar resposta às várias necessidades: suporte telefónico, diagnóstico remoto e assistência 24 horas. Temos um piquete de manutenção constituído por 4 colaboradores que está de prevenção 24 horas por dia e 365 dias por ano para resolver avarias ou anomalias, de hardware ou software, que possam ocorrer. O piquete de manutenção ao ser solicitado tenta, numa primeira fase, resolver a situação, para o que está equipado com as ferramentas necessárias (telemóvel, computador portátil, modem e viatura de serviço). Numa segunda fase, caso o suporte de primeira linha não tenha resolvido o pedido de assistência, o piquete deslocar-se-á às instalações do cliente a fim de aplicar um novo conjunto de medidas.

 

13. Pretendem abrir mais algum escritório em Portugal?

 

Vamos passar por uma fase de testes. Nos primeiros dois anos duvido que iremos abrir outra delegação. Não está contudo colocada fora de parte, mas tudo está dependente da política que vamos adoptar com os nossos clientes e parceiros.

 

14. Quem são os vossos principais concorrentes?

 

A Micros.Fidelio e a Informarca, que também possuem bons produtos e uma quota de mercado muito interessante.

 

15. Como enfrentam a concorrência?

 

A nossa estratégia passa por respeitar a concorrência. Hoje em dia todos os programas para esta área atingiram uma maturidade tal, que poucas são as diferenças que os destinguem uns dos outros e que podem ganhar um negócio. Por isso além da qualidade dos produtos que agora representamos, apostamos essencialmente na mais valia que as pessoas trazem á nossa organização. O hardware e software, são apenas ferramentas para traduzir o valor que já existe. É assim que nos distinguimos dos outros, valorizando uma cultura empresarial própria, centrada nas pessoas e de acordo com o que os nossos clientes esperam de nós. Por exemplo, os nossos clientes precisam de um serviço de assistência 7 x 24 horas devidamente personalizado e é isso que lhe damos. Apostamos numa nova política de relação com os nossos clientes. Um modelo aberto em que todos somos parceiros e juntos criamos sólidas relações e soluções com todos os agentes do negócio. A participação de todos os agentes do negócio é fundamental para o desenvolvimento de boas soluções. Em suma, queremos vestir também a camisola dos nossos clientes sem nunca esquecer a nossa própria identidade, e é com isso que ganhamos negócios.

 

16. Qual o factor diferenciador que a HBS apresenta ao mercado?

 

Nós estamos mais próximos dos clientes. Somos mais flexíveis e ágeis, e existe uma tendência nata na nossa estrutura para diminuir a burocracia no peso dos processos, tendo um impacto muito positivo na operacionalidade. Temos conseguido diferenciar-nos também na elevada disponibilidade para garantir suporte 7 x 24 horas, já que a nossa estrutura continua a ser muito leve nesse ponto, não existindo o problema de hierarquia pesada. Em suma, continuamos a trabalhar para os nossos clientes, com um relacionamento bidireccional para poder com eles construir as melhores soluções para a industria hoteleira.

 

José Calmeiro

Março 28, 2005

 

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