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HBS TECNOLOGIA

EQUIPOTEL Nº261

DOSSIER: sistemas informáticos na hotelaria

opinião por: HBS

 

A indústria do Turismo é uma das que maior potencial representa na utilização e exploração das novas tecnologias. A Hotelaria, em particular, é uma indústria onde a integração tecnológica tem ainda muito a oferecer.

 

 

«a hotelaria em particular, é uma indústria onde a integração tecnológica tem ainda muito a oferecer: centralização, consolidação, optimização, valor acrescentado, eficiência e melhoria contínua»

 

O advento da World Wide Web e as tecnologias a ela associadas criaram uma pressão com vista à obtenção de mais ganhos de eficiência tirando proveito das economias de escala possibilitadas por essas novas tecnologias, o que levou a indústria hoteleira a preocupar-se com a centralização e consolidação dos seus dados de negócio, ao mesmo tempo que a Internet tornou possível a integração em tempo real de todos os parceiros do negócio hoteleiro.

 

Gestão do relacionamento

 

Assim, as soluções de tecnologia de informação que interessam hoje à indústria hoteleira assentam no que se convencionou chamar de gestão de relacionamento empresarial do inglês “enterprise relationship management – ERM”.

 

O principal aspecto deste conceito é o de que todos os intervenientes no negócio são clientes. E em que outra indústria o cliente é tão essencial como o é na hotelaria?

 

Temos então o cliente propriamente dito, aquele que paga os serviços e produtos hoteleiros – individual ou empresa, mas também as pessoas que possibilitam essa oferta hoteleira, desde os donos do negócio, aos órgãos de gestão e administração do hotel até ao colaborador com a mais simples das funções são igualmente clientes de um sistema interno de informação e de organização do trabalho. Interessa também aos operadores turísticos, como as agências, as transportadoras aéreas, ou ainda as rent-a-cars, as empresas de entretenimento e de divulgação cultural uma eficaz integração de processos a nível global com os hoteleiros. Interessa de igual forma a todos os parceiros fornecedores de serviços e produtos básicos da indústria hoteleira a possibilidade de interagirem de forma mais rápida e eficiente.

 

Eficiência

 

Em todos estes componentes do processo existem interesses e vantagens consubstanciados nas mais diversas relações de negócio em que as tecnologias de informação são chamadas a dar resposta de forma centralizada, consolidada, eficiente, segura, fiável e não redundante. É um desafio perante um novo paradigma, tanto para os providers das soluções tecnológicas quanto para os que as utilizam.

 

Os objectivos são comuns a todos estes parceiros: optimização das eficiências – eficiência de maior conveniência, reduzir custos, aumentar o valor acrescentado, superar as expectativas do cliente, fidelizá-lo, melhorar sempre.

 

 

Gestão das sinergias

 

As soluções tecnológicas que irão prevalecer no mercado serão aquelas que melhor servirem as estratégias globais de desenvolvimento do negócio hoteleiro, seja um pequeno hotel ou um grande grupo hoteleiro, que permitam a optimização dos recursos (humanos e materiais), que proporcionem ganhos de produtividade nos processo de negócio, que sustentem o crescimento estruturado embora com economia de escala, que sejam de fácil incorporação tecnológica numa lógica de criação de valor, bem como a sistematização, padronização e contínua melhoria das sinergias entre todos os parceiros do negócio hoteleiro.

 

Em termos menos abstractos podemos identificar três zonas, por assim dizer, de actuação dos clientes num contexto de ERM: clientes no exterior – operadores, agências de viagem, empresas e clientes individuais; clientes de suporte (internos e externos) – os colaboradores da organização (internos), os fornecedores e outras organizações externas ao hotel; e por fim os clientes no hotel – as pessoas concretas a quem é prestado o serviço ao cliente.

 

Disponibilidade

 

A disponibilidade de ferramentas que permitam a dinamização das vendas, nomeadamente com recurso à Internet, a simplificação de tarefas administrativas, sem perda de controlo dos processos, centralização de base de dados, facilidades de cross-selling, integração de centrais de reserva (próprias e de outras entidades), são hoje consideradas cruciais para desenvolvimento da indústria turística.

 

Outras funcionalidades a ter em conta são a possibilidade de tratamento em sistema de multi-propriedade, de time-sharing, eventos, sistemas de fidelização, outras áreas complementares à hotelaria, num ambiente de usabilidade simples e adequada à evolução das necessidades do negócio.

 

Soluções escaláveis

 

E naturalmente que os aspectos financeiros destas soluções são determinantes na sua adopção. Por isso as soluções devem ser escaláveis em função das necessidades reais, para que o investimento inicial, bem como os custos de manutenção, permitam um efectivo e relativamente curto retorno do investimento.

 

Os vectores estratégicos das empresas integradoras de TI, como a HBS-Hospitality Business Solutions, dependem hoje fundamentalmente desta visão global.

 

Sempre o cliente

 

Em suma, por mais e melhor tecnologia que exista, o importante é não esquecer que se trata sempre de clientes. A tecnologia acrescenta valor, mas não se pode reduzir a questão à própria tecnologia. A questão é usar melhor a melhor tecnologia para melhorar as organizações e satisfazer os clientes.

 

 

HBS, Outubro de 2004  

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